PH Intralogística inova no oxicorte e acelera a evolução ambiental do processo com testes de hidrogênio

PH Intralogística inova no oxicorte e acelera a evolução ambiental do processo com testes de hidrogênio

 Inovação com prioridade em segurança

Como parte da sua cultura de inovação e evolução contínua dos processos operacionais, a PH Intralogística realizou um estudo com testes práticos de aplicação de hidrogênio (H2) no oxicorte de sucata metálica, substituindo parcialmente o gás combustível tradicional.

A prioridade número 1 da iniciativa foi segurança e saúde ocupacional. Em paralelo, o estudo avaliou ganhos ambientais — conectados à transição energética — e de performance técnica em operações siderúrgicas em Minas Gerais e no Rio de Janeiro.

Como funciona o oxicorte e o que muda com o H2

O oxicorte funciona por meio de uma chama que aquece o metal até a temperatura de ignição. Na sequência, um jato de oxigênio puro provoca a oxidação rápida do material, separando o metal.

Tradicionalmente, essa chama é gerada pela queima de gases como acetileno, GLP, propano ou gás natural.

Com a substituição parcial por hidrogênio, a principal diferença química e ambiental é que o H2 não contém carbono. Na combustão, o subproduto gerado é vapor d’água, com potencial de reduzir emissões atmosféricas e otimizar a queima.

Como foram conduzidos os testes

Nos testes práticos, a PH utilizou combustíveis distintos conforme a realidade de cada operação: GLP em uma unidade e gás natural em outra. A substituição parcial por H2 foi na ordem de 40%.

Na operação no Rio de Janeiro houve participação técnica da Messer Gases, uma das maiores produtoras de gases industriais do mundo, que possui um programa específico para aplicação de H2 em oxicorte, e da Torch Ind e Comércio Ltda, referência no mercado em equipamentos para solda e corte.

A parceria foi decisiva para a segurança da operação, trazer lastro técnico, calibrar parâmetros de aplicação e dar confiabilidade aos resultados.

Resultados em segurança e saúde ocupacional

Na frente de segurança e saúde ocupacional, as observações apontaram menor exposição dos operadores a gases nocivos. Também houve percepção de melhor conforto térmico durante a atividade.

Resultados ambientais e alinhamento ESG

Em impacto ambiental, oriundo da transição energética, foi observada a redução de emissão de CO2 na atividade, contribuindo com compromissos de descarbonização das nossas operações.

Além disso, o uso do H2 em substituição a gases oriundos de petróleo consolida uma transição energética com o diferencial de ser produzido sem geração de resíduos, sem emissões e ainda atuar como vetor de descarbonização.

Na Europa, por exemplo, esse movimento já avança com o chamado hidrogênio verde, produzido a partir de fontes como energia solar e/ou eólica. No Brasil, a PH reforça seu protagonismo ao iniciar e validar aplicações práticas de H2 em condições reais de operação, contribuindo para uma jornada de descarbonização baseada em evidência e evolução técnica.

O processo também reforça alinhamento e compromisso da PH com diretrizes ESG ao reduzir emissões atmosféricas e tornar a operação mais limpa.

Resultados em produtividade e performance técnica


Do ponto de vista de performance, a aplicação do H2 apresentou ganho de produtividade. O registro observado foi de 18% mais produtividade.

Esse avanço favorece maior rendimento metálico no oxicorte e potencializa a economia circular do processo, além de contribuir para que o cliente final mantenha um custo produtivo competitivo.

Por que isso importa para o mercado

A iniciativa reforça a expertise da PH em processos siderúrgicos, incluindo oxicorte e beneficiamento de metálicos.

Também evidencia o DNA inovador da empresa na busca por soluções mais seguras, eficientes e ambientalmente responsáveis.

Mais do que acompanhar tendências, a PH se posiciona como percursora desse movimento no setor, demonstrando na prática que inovação operacional pode caminhar junto com descarbonização e competitividade.

Próximos passos

 A PH já negocia a ampliação desses testes em novas operações. Paralelamente, avança em um estudo com parceiros para avaliar percentuais maiores de H2 no processo.

Arlandes Silva

Head de Tecnologia e Desenvolvimento

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